Depressão, ansiedade, mudanças de humor e irritabilidade estão entre os problemas afetados e podem levar a graves complicações
Na Doença de Wilson, mais do que enfrentar o acúmulo de cobre no organismo que pode levar a danos mais sérios, os pacientes podem sofrer com complicações de doenças psiquiátricas devido ao excesso do mineral no cérebro. De acordo com informações do site Eduardo Ramos, entre os sintomas neurológicos apresentados por pacientes nessa condição, destacam-se: dificuldade de falar, contração muscular involuntária, tremores, Parkinson, perda do equilíbrio ao andar, sialorréia, rigidez entre outros.
A natureza crônica e progressiva da condição, juntamente com a incerteza sobre o curso da doença, pode contribuir para esses problemas emocionais. Algumas pessoas podem enfrentar ainda desafios sociais devido à natureza dos sintomas e às limitações físicas que podem surgir, situação que pode provocar sentimentos de solidão, tristeza e, consequentemente, levar ao isolamento social.
Já entre os sintomas psiquiátricos, ainda segundo o portal, destacam-se: depressão, alteração de personalidade, irritabilidade, impulsividade, labilidade de humor, comportamento inadequado e psicose. Isso pode impactar significativamente o bem-estar emocional dos pacientes.
Esses sintomas podem variar de paciente para paciente, dependendo da gravidade da doença, da idade de início dos sintomas e da eficácia do tratamento.
Pacientes com a Doença de Wilson precisam passar por tratamento a longo prazo, com a utilização de medicamentos que constam no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), que devem ser prescritos por um médico, como a penicilina, a trientina, que auxiliam na remoção do excesso de cobre do organismo, assim como ficam restritos a alguns alimentos ricos em cobre que são comuns na rotina, como ovos, chocolate e grãos de café torrados.
A adaptação a essas mudanças no estilo de vida pode ser desafiadora e também ser um fator que afetará emocionalmente os pacientes. Por isso, é essencial que os pacientes com doença de Wilson recebam apoio psicológico, especialmente de amigos e parentes mais próximos.
Isso pode incluir aconselhamento profissional para lidar com o estresse, a ansiedade e a depressão, além de orientação sobre estratégias de enfrentamento diante dos desafios associados à condição.
Em entrevista ao G1, o neuropsicólogo do Sistema Hapvida, Dr. Carol Costa Júnior, destacou que algumas doenças psiquiátricas merecem uma atenção especial e que, ao sinal de qualquer sintoma, o paciente deve procurar um especialista.
“Não deixe de buscar ajuda, não entre nessa cultura de que ‘eu posso dar conta sozinho’. As doenças da mente estão aí e precisamos estar unidos e termos um apoio muito grande para lutar contra esse mal que afeta a humanidade”, ressaltou Dr. Júnior na entrevista.